Ao Cadáver

Expuseste teu corpo ao nosso bisturi; ofereceste teu coração a quem nunca soube teus sentimentos; abriste teu cérebro para quem nunca soube teus mistérios ou pensamentos; deste tuas mãos para quem nunca soube o peso que carregaram; deste teus pés para quem nunca soube os caminhos que percorreram; vimos teus olhos, mas nunca saberemos as … Ler mais

Ao Cadáver

Teu corpo sem vida, despido e frio, teu rosto anônimo e tua inércia se entregaram às minhas mãos como se quisessem oferecer-me a chave dos enigmas que a minha sede de conhecimento precisava desvendar. O meu desejo de aprender ousou perturbar teu descanso. Ali, naquele momento, nada mais poderia ter feito por ti, pois tu … Ler mais

Ao Cadáver

Não conhecemos teus ideais, mesmo assim abriste teu coração para quem não compartilhou teus sentimentos e não conheceu as expressões de tua face. Ofereceste tuas mãos marcadas para quem nunca soube o peso que carregaram nem por onde andam as que as tuas afagaram. Os caminhos que teus pés percorreram, nunca saberemos se os cruzamos … Ler mais

Ao Cadáver

Ao cadáver Olhares apreensivos e tamanha curiosidade. Sobre ele não tínhamos conhecimento quanto a sua identidade, seus sentimentos, seus sonhos, seus desejos, sua história. Sabíamos apenas que da união de duas almas nasceu, e cresceu embalado por braços atenciosos, repletos de carinho e fé. Àquele que em cujo peito lágrimas não foram derramadas; a quem … Ler mais

Ao Cadáver

“Tu cedeste teu corpo mesmo sem saber. Diante de ti nossas mentes indagaram sobre tua vida… Por onde andam as mãos que as tuas afagaram? Não conhecemos tua história. Teu nome ficará no anonimato. O que foi feito dos teus sonhos? Sobre teu peito não se derramaram lágrimas de saudades. Sobre tua fronte não se … Ler mais